Por que a sua dívida de IPTU antiga parece maior do que realmente é

Uma dívida de IPTU que se arrasta há anos tem um efeito psicológico forte: o número é tão grande que a pessoa só quer se livrar dele o mais rápido possível. Paga tudo de uma vez, ou parcela na primeira condição que aparece, só para tirar aquele peso das costas. O problema é que, na pressa, quase ninguém se pergunta uma coisa simples: será que esse número todo é real?

Na maioria das vezes, não é. O valor que a prefeitura mostra como a sua dívida de IPTU não é o valor que você deveria pagar. Ele é o resultado de uma cobrança que se acumulou ao longo de muitos anos e que foi crescendo por conta própria. Quanto mais antiga a dívida, maior a distância entre o número que assusta e o número que realmente se sustenta.

A dívida de IPTU funciona como uma bola de neve

Para entender por que isso acontece, ajuda pensar na dívida de IPTU como uma bola de neve. No começo ela era pequena, o valor de um imposto de um ano. Mas ela rolou por muito tempo, e a cada volta foi grudando camadas que não são o imposto em si. São três camadas principais, e é nelas que mora a diferença entre o valor cheio e o valor real.

As três camadas que incham a dívida

1. Juros cobrados acima do permitido

A primeira camada são os juros cobrados acima do permitido. Boa parte de uma dívida de IPTU antiga não é o imposto original: são juros que foram sendo somados ano após ano, e uma fatia deles costuma estar acima do que a lei autoriza cobrar. Só corrigir esse ponto já derruba uma parte relevante do total. Em muitos casos analisados, essa correção sozinha reduz cerca de 20% da dívida, sem discutir mais nada.

2. Dívida que já passou do prazo

A segunda camada é o prazo. A dívida de IPTU tem validade. Passado o tempo previsto em lei, a parte mais antiga fica velha demais para ser cobrada, e continua aparecendo no total apenas por engano, sem que ninguém a retire de lá. Numa dívida que vem se arrastando há muitos anos, essa camada costuma ser grande, porque justamente os anos mais antigos são os que já passaram do prazo.

3. Erros da prefeitura

A terceira camada são os erros da prefeitura. A cobrança pode ter sido feita em nome da pessoa errada, por exemplo, no nome de alguém que já faleceu. O cadastro do imóvel pode ter ano de construção lançado errado, ou uma base de cálculo acima da realidade. Cada um desses erros faz a dívida nascer maior do que deveria, e todos os anos seguintes são calculados em cima desse começo errado.

Um caso real mostra o tamanho do que está em jogo

Na prática:

Uma dívida de IPTU que passava de R$ 5,8 milhões, arrastada desde 1999, foi analisada camada por camada. Entre a parte já vencida de prazo e os juros cobrados acima do permitido, a redução identificada chegou a cerca de 65%, algo perto de R$ 3,8 milhões. A economia é sempre potencial e depende do que a análise encontra em cada caso, mas em dívida antiga e alta o que se deixa na mesa costuma ser muito.

Porque pagar ou parcelar, antes de analisar, sai caro

É por isso que a ordem em que as coisas acontecem faz toda a diferença. Quando você paga ou parcela antes de analisar, reconhece o valor inteiro, inclusive as camadas que nem eram devidas. No caso do parcelamento existe um agravante: cada acordo reinicia o prazo que corria a seu favor e pode ressuscitar uma parte da dívida que já estava perto de perder a validade. Ou seja, a pressa de resolver pode transformar em definitivo justamente o que poderia ter sido eliminado.

A ordem certa: analisar antes de quitar ou parcelar

O caminho certo é o inverso. Antes de pagar, quitar ou parcelar a dívida de IPTU, ela deve passar por uma análise que compara o valor cobrado com a realidade do imóvel e com o que a lei permite cobrar. Ela separa, camada por camada, o que realmente se sustenta do que pode ser reduzido ou até eliminado. Só depois, sobre um valor já limpo e correto, é que faz sentido decidir como pagar. A Desonera cuida de todo o processo e comprova cada ponto para você. Todo esse trabalho se apoia em fundamentos e em decisões públicas que sustentam a correção da cobrança, nunca em promessa de resultado.

Vale a ressalva de sempre. Nem toda dívida está inflada da mesma forma, e a economia é sempre potencial,  indicada só depois da análise. Se não houver oportunidade real, avisamos, e não há contratação. Mas quando se trata de uma dívida de IPTU antiga e alta, e principalmente quando você está prestes a quitar tudo para fechar a compra ou a venda de um imóvel, conferir antes de pagar pode fazer uma diferença enorme.

Se você tem uma dívida de IPTU que se arrasta há anos, o primeiro passo não é pagar nem parcelar. É analisar.

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Menos IPTU, mais tranquilidade pra você!